Bets/apostas online: perdas bilionárias, endividamento e impactos na saúde ampliam debate sobre os riscos das apostas online

Estudos apontam perdas de R$ 62,5 bilhões para as famílias brasileiras em 2025, além de impactos econômicos e custos sociais associados à saúde. O IPSEMC chama a atenção para a importância da informação e da reflexão sobre os efeitos das apostas na vida pessoal e familiar.

O crescimento das plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets, tem ampliado o debate nacional sobre seus efeitos na economia, no endividamento das famílias e na saúde da população. Os valores envolvidos nesse mercado e os riscos associados à prática frequente de jogos de aposta têm motivado estudos e discussões sobre a necessidade de maior conscientização.

Diante desse cenário, o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo (IPSEMC) considera importante compartilhar informações que contribuam para uma compreensão mais ampla do assunto, especialmente entre aposentados, pensionistas, servidores públicos e seus familiares.

A proposta é apresentar dados e orientações que permitam ao cidadão avaliar, de maneira consciente, como as apostas podem interferir em seu orçamento, em sua qualidade de vida e na segurança financeira de sua família.

Perdas financeiras e impactos na economia

Dados apresentados no Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, elaborado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, estimam que as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida de R$ 62,5 bilhões para as plataformas de apostas em 2025.

O montante corresponde à estimativa dos recursos transferidos pelas famílias ao setor de apostas, descontados os valores recebidos de volta, considerando a metodologia utilizada no estudo. Centro Celso Furtado

Os impactos podem alcançar também outros setores da economia.

Uma pesquisa do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de São Paulo (USP), estimou que a redução do consumo associada às apostas pode ter retirado entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica brasileira em 2025, o equivalente a aproximadamente 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Esse valor não representa dinheiro diretamente perdido pelos apostadores, mas uma estimativa dos efeitos mais amplos da redução do consumo sobre a atividade econômica. Agência Brasil

Quando recursos que poderiam ser utilizados na aquisição de alimentos, medicamentos, serviços e outros bens são direcionados às apostas, o orçamento familiar pode sofrer restrições, especialmente quando existem perdas frequentes ou utilização de dinheiro destinado às despesas essenciais.

Os riscos para a saúde e os impactos sobre o SUS

Além das consequências financeiras, as apostas podem estar associadas a problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e desenvolvimento de comportamento compulsivo.

O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em estudo divulgado em dezembro de 2025, estimou que os danos à saúde associados às apostas e aos jogos de azar podem representar R$ 30,6 bilhões anuais em custos econômicos e sociais.

A estimativa considera impactos relacionados à depressão, ao suicídio, à perda de qualidade de vida e aos tratamentos médicos. Desse total, aproximadamente R$ 3 bilhões correspondem à estimativa de custos com tratamento da depressão.

É importante esclarecer que os R$ 30,6 bilhões não representam exclusivamente despesas hospitalares ou valores efetivamente desembolsados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O cálculo inclui custos sociais indiretos, tanto para o poder público quanto para a sociedade. IEPS

O Ministério da Saúde também reconhece os riscos associados ao uso problemático das plataformas de apostas e orienta que pessoas com dificuldades para controlar esse comportamento procurem atendimento na rede pública.

O acolhimento pode começar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com encaminhamento aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) quando houver necessidade de acompanhamento especializado. Serviços e Informações do Brasil

Atenção às plataformas ilegais

Outro aspecto que merece atenção é a utilização de plataformas que operam sem autorização.

Além dos riscos financeiros próprios das apostas, esses ambientes podem expor o usuário a golpes, problemas com o recebimento de valores e utilização indevida de dados pessoais.

No Brasil, as empresas que operam nacionalmente com apostas de quota fixa devem possuir autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Os sites com autorização federal utilizam o domínio “.bet.br”, mas a identificação desse endereço não dispensa a conferência da empresa, da marca e do domínio completo na relação oficial disponibilizada pelo Ministério da Fazenda. Serviços e Informações do Brasil

A consulta pode ser realizada na página oficial:

Ministério da Fazenda — Empresas autorizadas

É importante lembrar que a autorização para funcionamento não elimina os riscos de perdas financeiras ou de desenvolvimento de dependência.

A importância de avaliar os efeitos das apostas na vida pessoal

As decisões sobre a utilização dos próprios recursos financeiros pertencem a cada cidadão. Entretanto, conhecer os riscos envolvidos e acompanhar os valores destinados às apostas são atitudes importantes para evitar que uma atividade inicialmente considerada entretenimento se transforme em fonte de dificuldades.

Uma reflexão necessária é verificar quanto dinheiro já foi utilizado nessas plataformas, qual o saldo entre ganhos e perdas e se a prática tem afetado a capacidade de cumprir compromissos financeiros.

Também é importante observar mudanças de comportamento, como apostar repetidamente na tentativa de recuperar valores perdidos, utilizar dinheiro reservado para despesas essenciais ou recorrer a empréstimos para continuar jogando.

Para aposentados e pensionistas, cuja renda mensal muitas vezes representa a principal fonte de sustento familiar, o comprometimento desses recursos pode trazer consequências para a manutenção das necessidades básicas, a aquisição de medicamentos e a própria tranquilidade financeira.

O objetivo não é interferir na liberdade individual, mas incentivar uma avaliação consciente sobre os efeitos das apostas e a importância de preservar os recursos necessários à qualidade de vida.

O IPSEMC considera que o acesso à informação é um instrumento importante de educação previdenciária e financeira. Conhecer os dados, compreender os riscos e refletir sobre as próprias decisões pode contribuir para escolhas que considerem não apenas o momento presente, mas também a segurança e o bem-estar futuros.

IPSEMC promove roda de conversa sobre saúde mental da pessoa idosa em ação alusiva ao Setembro Amarelo

O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo (IPSEMC) realizou, nesta sexta-feira (18), no Pavilhão do Centro de Convivência do Idoso (CCI/IPSEMC), uma roda de conversa voltada à saúde mental e à valorização da vida, integrando as ações desenvolvidas em alusão ao Setembro Amarelo.

A atividade reuniu pessoas idosas atendidas pelo Centro de Convivência e contou com a participação da Profª Drª Rachel Fonseca, fisioterapeuta e preceptora, além de acadêmicos de Medicina da Afya Paraíba. O encontro proporcionou um espaço de acolhimento, escuta, orientação e troca de experiências sobre questões que podem afetar o bem-estar emocional ao longo do envelhecimento.

Durante a roda de conversa, foram abordados temas como sentimentos, vínculos afetivos, solidão, propósito de vida, convivência social, redes de apoio e a importância de reconhecer situações em que se torna necessário buscar ajuda. A iniciativa também procurou reforçar que o cuidado com a saúde mental deve acompanhar todas as fases da vida e que falar sobre dificuldades emocionais constitui uma importante medida de prevenção e promoção da saúde.

A ação ganha especial relevância no contexto da pessoa idosa, período em que mudanças na rotina, perdas afetivas, afastamento do convívio social, redução da autonomia e outras circunstâncias podem provocar sofrimento emocional. Nesse cenário, fortalecer vínculos familiares e comunitários, estimular a convivência e orientar sobre a procura por apoio psicológico e por outros serviços de saúde são medidas que contribuem para uma melhor qualidade de vida.

Ao promover atividades dessa natureza, o IPSEMC amplia as ações de atenção e educação voltadas aos seus beneficiários, utilizando o espaço do CCI também como ambiente de integração, informação e promoção do bem-estar.

A programação integra a mobilização do Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre saúde mental, prevenção do suicídio e valorização da vida. Mais do que abordar situações de crise, a iniciativa busca incentivar uma cultura permanente de escuta, acolhimento e cuidado.

O IPSEMC agradece a todos os participantes que prestigiaram e contribuíram para este importante momento de diálogo e aprendizado, bem como aos profissionais e acadêmicos da Afya Paraíba, cuja participação foi fundamental para a realização da atividade. O Instituto registra, de modo especial, seu agradecimento à Profª Drª Rachel Fonseca, pela disponibilidade, atenção e contribuição profissional na condução da roda de conversa, fortalecendo uma iniciativa dedicada ao cuidado, à conscientização e à valorização da vida.

Setembro Amarelo: a saúde mental da pessoa idosa também precisa ser vista

Esse enfoque combina muito com o público do IPSEMC porque permite falar de aposentadoria, envelhecimento, solidão, perda de vínculos, autonomia, propósito e rede de apoio, sem transformar a matéria apenas numa lista de estatísticas.

Alguns pontos do material que você trouxe eu manteria, mas não publicaria determinados números sem revisão. Os dados de 5,3; 7,8; 14,8 por 100 mil e principalmente a afirmação de “uma morte para cada quatro tentativas entre idosos” aparecem em materiais secundários e mais antigos. Para uma publicação institucional, é melhor usar informações respaldadas diretamente por Ministério da Saúde, OMS, ABP e CVV.

O que temos de bastante sólido é que o Ministério da Saúde, ao analisar os dados brasileiros de 2010 a 2021, destacou taxas mais elevadas de suicídio entre homens, especialmente homens idosos. Em 2021, o Brasil registrou mais de 15,5 mil mortes por suicídio.

A OMS também chama atenção especificamente para a população idosa. Segundo sua atualização mais recente, cerca de 16,6% das mortes por suicídio no mundo ocorrem entre pessoas com 70 anos ou mais. A organização destaca como fatores associados à saúde mental nessa fase da vida o luto, redução da renda, perda de propósito após a aposentadoria, diminuição da capacidade funcional, isolamento social, solidão, doenças crônicas e situações de abuso.

Isso nos dá uma abordagem muito boa para a matéria:

A aposentadoria pode trazer liberdade e novas possibilidades, mas também representa uma grande mudança de rotina e identidade. Para algumas pessoas, ela coincide com perda de contatos cotidianos, redução da participação social, problemas financeiros, doença, luto ou sensação de não ter mais a mesma utilidade. Esses fatores não significam que alguém necessariamente desenvolverá depressão ou comportamento suicida, mas podem aumentar a vulnerabilidade quando se acumulam. A OMS inclui perda, solidão, problemas financeiros, dor e doenças crônicas entre fatores associados ao comportamento suicida.

Também acho importante corrigirmos uma coisa da pesquisa que você trouxe: Setembro Amarelo não foi criado pelo CVV em conjunto com a ABP em 2014. A própria ABP informa atualmente que sua campanha Setembro Amarelo foi criada em 2013, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Outro ponto que eu exploraria bastante é este:

Nem todo sofrimento aparece como pedido de ajuda

Na pessoa idosa, é fácil a família interpretar alterações emocionais como simplesmente “coisa da idade”. Mas isolamento progressivo, perda de interesse, desesperança, abandono do autocuidado e falas recorrentes sobre morte ou sobre ser um peso merecem atenção.

Eu evitaria na matéria uma lista muito gráfica de meios ou objetos associados a tentativas. Para comunicação preventiva, é mais apropriado orientar o leitor sobre mudanças de comportamento e como agir, sem detalhar métodos.

E há uma mensagem que considero central:

Perguntar, ouvir e procurar ajuda não incentiva o suicídio. O silêncio e o estigma podem dificultar que uma pessoa em sofrimento procure atendimento.

A própria OMS destaca que o estigma relacionado à saúde mental e ao suicídio é uma das razões pelas quais muitas pessoas não buscam ajuda.

O papel da família e dos vínculos sociais

Aqui temos um ótimo elo com Educação Previdenciária e preparação para aposentadoria. Saúde na aposentadoria não é apenas receber benefício ou ter estabilidade financeira. É também preservar vínculos, ter atividades significativas, continuar participando da comunidade e construir novos projetos de vida.

A OMS afirma que isolamento social e solidão atingem aproximadamente um quarto das pessoas idosas e constituem importantes fatores de risco para problemas de saúde mental nessa fase.

Por isso, a matéria pode trabalhar coisas bastante práticas: manter contato regular com familiares e amigos, participar de atividades coletivas, procurar novos interesses depois da aposentadoria, manter acompanhamento de saúde e não tratar sintomas depressivos como consequência inevitável do envelhecimento.

E onde buscar ajuda?

Aqui vale colocar um quadro destacado no final.

O CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias, em todo o Brasil, com apoio emocional sigiloso e anônimo.

Em situação de risco imediato, porém, o correto é procurar um serviço de urgência/emergência de saúde, e não depender apenas do CVV.

Eu faria essa matéria com um título talvez ainda mais forte:

Setembro Amarelo: envelhecer também exige cuidado com a saúde emocional

e subtítulo:

Solidão, luto, mudanças provocadas pela aposentadoria e perda de autonomia podem afetar a saúde mental na terceira idade. Reconhecer sinais e fortalecer vínculos também é prevenção.

Esse, para mim, seria um dos melhores conteúdos de setembro para o blog porque não fica preso à campanha: conversa diretamente com aposentados, pensionistas e servidores que estão se preparando para essa fase da vida.

Estatuto da Pessoa Idosa: direitos que todo cidadão deve conhecer

Conhecer os direitos da pessoa idosa é fundamental não apenas para quem já chegou aos 60 anos, mas também para familiares, cuidadores, servidores públicos, prestadores de serviços e toda a sociedade.

O Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, reúne garantias destinadas às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. A legislação estabelece que família, comunidade, sociedade e poder público devem assegurar, com absoluta prioridade, direitos como vida, saúde, alimentação, educação, cultura, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, respeito e convivência familiar e comunitária.

Mais do que conceder atendimento preferencial, o Estatuto reconhece a pessoa idosa como cidadã, com autonomia, voz, necessidades e direitos que devem ser respeitados.

A cartilha utilizada como referência também destaca que envelhecer não significa necessariamente possuir limitações ou doenças. A pessoa idosa pode manter uma vida ativa, produtiva e independente, devendo ser protegida de qualquer discriminação motivada pela idade.

Atendimento prioritário

A pessoa idosa tem direito a atendimento preferencial, imediato e individualizado em órgãos públicos e em estabelecimentos privados que prestem serviços à população.

Essa prioridade pode ser aplicada, por exemplo, em:

• bancos, lotéricas e supermercados;
• unidades de saúde e assistência social;
• repartições públicas;
• processos administrativos e judiciais;
• recebimento da restituição do Imposto de Renda.

O atendimento prioritário não deve significar apenas a existência de uma fila ou de um caixa específico. O serviço precisa oferecer condições adequadas, rapidez, acessibilidade, assentos e segurança.

Entre as próprias pessoas idosas, quem possui 80 anos ou mais tem prioridade especial, devendo ser atendido preferencialmente em relação às demais pessoas idosas.

Direito à saúde

O Estatuto assegura atenção integral à saúde da pessoa idosa por meio do Sistema Único de Saúde — SUS, com acesso universal e igualitário às ações de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde.

Entre as garantias previstas estão:

• atendimento prioritário nos serviços de saúde;
• atenção especial às doenças mais frequentes durante o envelhecimento;
• fornecimento gratuito, pelo poder público, de medicamentos, especialmente os de uso contínuo, além de próteses, órteses e outros recursos relacionados ao tratamento ou à reabilitação;
• direito a acompanhante em caso de internação ou permanência em observação;
• possibilidade de atendimento domiciliar nas situações previstas em lei;
• participação da pessoa idosa nas decisões sobre o próprio tratamento, quando estiver em condições de manifestar livremente sua vontade.

Pessoas com mais de 80 anos possuem preferência especial nos atendimentos de saúde, exceto em situações de emergência, nas quais deve prevalecer a gravidade do quadro clínico.

A cartilha encaminhada também apresenta o direito à saúde como uma responsabilidade do Estado e destaca o atendimento prioritário, o acesso pelo SUS, o acompanhamento durante a internação e o fornecimento de medicamentos e tratamentos.

Transporte e mobilidade

A mobilidade é indispensável para a autonomia, a convivência social e o acesso da pessoa idosa a serviços essenciais.

No transporte coletivo público urbano e semiurbano, a gratuidade é assegurada às pessoas com 65 anos ou mais, mediante apresentação de documento que comprove a idade. A legislação local pode estabelecer condições mais favoráveis ou conceder o benefício a partir dos 60 anos.

Também são garantidos:

• reserva de assentos identificados nos transportes coletivos;
• prioridade e segurança no embarque e desembarque;
• reserva de 5% das vagas em estacionamentos públicos e privados;
• duas vagas gratuitas por veículo no transporte interestadual para pessoas idosas com renda igual ou inferior a dois salários mínimos;
• desconto mínimo de 50% quando as vagas gratuitas interestaduais já estiverem ocupadas, observados os requisitos legais.

A gratuidade urbana, portanto, não deve ser confundida com a regra das viagens interestaduais, que possui critérios próprios de idade e renda.

Liberdade, autonomia e participação social

A pessoa idosa mantém o direito de decidir sobre a própria vida. Isso inclui, entre outros aspectos:

• ir e vir;
• expressar suas opiniões;
• exercer sua crença religiosa;
• participar da vida familiar, comunitária e política;
• praticar esportes e atividades de lazer;
• administrar seus bens, rendimentos, aposentadoria e demais recursos;
• escolher seus relacionamentos, passeios e atividades.

A família não pode retirar arbitrariamente a autonomia da pessoa idosa. Restrições sobre decisões pessoais ou patrimoniais somente podem ocorrer nas situações legalmente reconhecidas, como nos casos de curatela estabelecida judicialmente e dentro dos limites fixados pela decisão.

O material de referência ressalta que a pessoa idosa tem direito à liberdade, à expressão, às suas crenças e à administração de seus rendimentos, salvo quando houver determinação judicial aplicável.

Respeito e dignidade

Envelhecer não diminui o valor, a capacidade ou a condição de cidadania de uma pessoa.

É dever de todos proteger a integridade física, psicológica e moral da pessoa idosa, preservando sua imagem, identidade, autonomia, valores, opiniões, crenças, espaços e objetos pessoais.

Ninguém pode submeter uma pessoa idosa a tratamento desumano, violento, humilhante, aterrorizante, constrangedor ou discriminatório.

Como resume a cartilha, é responsabilidade de todos zelar pela dignidade da pessoa idosa e protegê-la de qualquer tratamento violento, vexatório ou constrangedor.

Proteção contra violência, abandono e exploração financeira

A violência contra a pessoa idosa pode ocorrer dentro ou fora do ambiente familiar e nem sempre deixa marcas visíveis.

Entre as formas de violência estão:

• agressão física;
• violência psicológica ou verbal;
• negligência nos cuidados;
• abandono;
• abuso sexual;
• retenção de documentos;
• apropriação da aposentadoria, pensão ou outros rendimentos;
• contratação de empréstimos sem autorização;
• pressão para entrega de dinheiro, cartões, senhas, bens ou propriedades.

Apropriar-se ou desviar bens, pensões, aposentadorias ou qualquer rendimento da pessoa idosa pode configurar crime.

Familiares, vizinhos, profissionais e demais cidadãos devem estar atentos. Proteger a pessoa idosa é uma responsabilidade coletiva, e não apenas uma obrigação de seus parentes.

Como denunciar

Qualquer pessoa pode denunciar uma violação de direitos da qual seja vítima ou tenha conhecimento.

As denúncias podem ser feitas gratuitamente pelo Disque 100, a partir de qualquer telefone fixo ou celular. É importante informar, sempre que possível, o local, o que aconteceu, quem é a vítima, quem seria o responsável e se existe risco imediato.

Em situações de emergência ou de violência em andamento, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190. Também é possível procurar:

• uma delegacia;
• o Ministério Público;
• a Defensoria Pública;
• os serviços de assistência social;
• os conselhos de direitos da pessoa idosa.

Conhecer os direitos também é uma forma de proteção

O Estatuto da Pessoa Idosa não trata a pessoa com 60 anos ou mais como alguém incapaz. Ao contrário, reconhece sua autonomia e determina que o envelhecimento aconteça com dignidade, segurança, liberdade e participação social.

Respeitar esses direitos é uma obrigação legal e um compromisso de cidadania. Afinal, construir uma sociedade que protege e valoriza as pessoas idosas é também cuidar do futuro de todos.

IPSEMC alerta aposentados e pensionistas sobre falsos médicos criados por inteligência artificial

O IPSEMC, por meio de suas ações de Educação Previdenciária, alerta aposentados, pensionistas, servidores e familiares sobre um novo risco que vem crescendo na internet: vídeos e perfis falsos que usam inteligência artificial para simular médicos, especialistas e profissionais de saúde.

Em muitos casos, esses conteúdos aparecem em redes sociais, aplicativos de mensagem e plataformas de vídeo com aparência profissional. Os falsos médicos podem usar jaleco, voz calma, linguagem técnica e imagens realistas, levando muitas pessoas a acreditar que estão recebendo orientação de um profissional verdadeiro.

O assunto tem sido divulgado por veículos como BBC News Brasil, Terra, Agência Brasil/EBC e Jornal Hoje/Globo, além do próprio Conselho Federal de Medicina, que vem utilizando tecnologia de inteligência artificial para auxiliar na fiscalização e identificação de indícios de falsos médicos, exercício ilegal da medicina e publicidade médica irregular na internet.

O perigo das orientações falsas sobre saúde

A preocupação principal é que alguns vídeos prometem curas rápidas, tratamentos milagrosos, receitas naturais ou orientações para substituir medicamentos, exames, consultas e até procedimentos indicados por profissionais de saúde.

Esse tipo de conteúdo pode colocar a vida das pessoas em risco, especialmente quando atinge idosos, aposentados e pensionistas, que muitas vezes buscam informações sobre dores, medicamentos, alimentação, pressão alta, diabetes, visão, memória, sono e outros temas ligados à saúde.

É importante lembrar: nenhum vídeo na internet substitui uma consulta médica. Cada pessoa possui uma realidade de saúde diferente, com histórico, idade, uso de medicamentos, exames e necessidades específicas.

Desconfie de promessas fáceis

Antes de acreditar em uma orientação de saúde encontrada na internet, fique atento a alguns sinais de alerta:

  • promessas de cura rápida ou milagrosa;
  • frases como “os médicos não querem que você saiba”;
  • orientação para parar remédios sem consulta;
  • venda de e-books, guias ou produtos com promessa de cura;
  • vídeos que usam medo, urgência ou sensação de perigo imediato;
  • perfis que dizem ser médicos, mas não informam nome completo, CRM ou especialidade verificável.

Mesmo que o vídeo pareça bem produzido, isso não significa que ele seja confiável. Hoje, a inteligência artificial permite criar rostos, vozes e imagens muito realistas.

Como verificar se um médico é real

O Conselho Federal de Medicina disponibiliza, no Portal Médico, uma ferramenta oficial de busca por médicos. Por meio dela, é possível consultar informações sobre profissionais registrados, utilizando dados como nome, CRM ou estado de atuação.

Antes de seguir orientações de saúde divulgadas por um suposto médico na internet, procure verificar se o profissional possui registro ativo no CRM.

Em caso de suspeita de perfil falso, uso indevido da imagem de médicos, exercício ilegal da medicina ou propaganda enganosa, a orientação é procurar o Conselho Regional de Medicina do seu estado ou os canais oficiais competentes.

Procure sempre fontes oficiais

Para informações de saúde, dê preferência a fontes oficiais e reconhecidas, como o Ministério da Saúde, a Anvisa, as secretarias de saúde, os conselhos profissionais e os profissionais que acompanham diretamente o seu caso.

O Ministério da Saúde mantém iniciativas voltadas ao combate à desinformação em saúde, como o Saúde com Ciência, que orienta a população a verificar informações antes de compartilhar ou seguir qualquer recomendação.

Informação correta também é cuidado

A internet pode ser uma ferramenta importante de informação, mas também pode espalhar golpes, boatos e orientações perigosas. Por isso, antes de compartilhar ou seguir qualquer conteúdo sobre saúde, verifique a fonte, converse com sua família e procure orientação profissional.

O IPSEMC reforça: nunca interrompa medicamentos, tratamentos, exames ou consultas por causa de vídeos, mensagens ou publicações nas redes sociais.

Na dúvida, procure seu médico ou a equipe de saúde que acompanha você.

15 de junho: IPSEMC destaca a importância da proteção e valorização da pessoa idosa

O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo — IPSEMC reforça, neste 15 de junho, a importância do Dia Municipal de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída no município pela Lei nº 2.608/2026.

A legislação municipal estabelece a data como um momento de conscientização sobre as diversas formas de violência praticadas contra a pessoa idosa, incluindo violência física, psicológica, patrimonial, sexual, moral e institucional. A lei também incentiva a cultura do respeito, da valorização e da dignidade, além da divulgação dos canais de denúncia e dos instrumentos de proteção previstos na legislação.

Em Cabedelo, o tema ganha relevância diante do crescimento da população idosa e da necessidade de fortalecimento da rede de proteção. Dados da área de saúde apontam que o município chegou a uma população estimada de 8.795 pessoas idosas em 2024. No mesmo ano, foram registradas 4.138 avaliações multidimensionais da pessoa idosa, instrumento importante para identificar necessidades de cuidado, autonomia, saúde e vulnerabilidades.

Para o IPSEMC, a proteção da pessoa idosa também passa pela atenção aos riscos financeiros e patrimoniais. Aposentados, pensionistas e demais pessoas idosas podem ser vítimas de golpes, empréstimos contratados sob pressão, retenção de cartões, uso indevido de senhas, apropriação de benefícios e outras práticas que comprometem sua autonomia, renda e dignidade.

A violência contra a pessoa idosa nem sempre é visível. Além das agressões físicas, também devem ser observados sinais como isolamento, medo, tristeza repentina, falta de cuidados básicos, mudanças incomuns na vida financeira, perda do controle sobre documentos, cartões e benefícios, ou dependência excessiva de terceiros para decisões pessoais e patrimoniais.

Como instituição previdenciária municipal, o IPSEMC reconhece que cuidar da pessoa idosa é também valorizar trajetórias de trabalho, contribuição e serviço prestado ao município. A defesa da dignidade dos aposentados, pensionistas e pessoas idosas exige atenção permanente das famílias, da sociedade, das instituições e do poder público.

Situações de violência ou suspeita de violação de direitos podem ser denunciadas pelo Disque 100, canal gratuito, sigiloso e disponível 24 horas. Em casos de emergência ou agressão em flagrante, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.

Neste Dia Municipal de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa, o IPSEMC reafirma seu compromisso com o respeito, a proteção, a informação e a valorização da pessoa idosa.

Proteger a pessoa idosa é preservar direitos, histórias e vidas.