Prevenção de quedas em pessoas idosas: pequenos cuidados podem evitar grandes consequências

Uma queda pode parecer um acidente simples do cotidiano, mas, para uma pessoa idosa, suas consequências podem ser muito mais sérias. Fraturas, traumatismos, perda de mobilidade e medo de cair novamente estão entre os problemas que podem surgir depois de um episódio e comprometer a autonomia e a qualidade de vida.

O problema também é frequente. Segundo o Ministério da Saúde, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 28% das pessoas idosas sofrem pelo menos uma queda por ano. Considerando a população idosa brasileira, isso representa aproximadamente 9 milhões de pessoas. O Ministério ressalta ainda que as quedas não devem ser encaradas como uma consequência normal do envelhecimento, mas como um sinal de alerta para a necessidade de avaliar a saúde e o ambiente em que a pessoa vive.

Por que o risco aumenta com o passar dos anos?

O envelhecimento pode vir acompanhado de mudanças na força muscular, no equilíbrio, nos reflexos e na visão. Algumas doenças e determinados medicamentos também podem interferir na estabilidade, provocar tontura ou sonolência e aumentar a possibilidade de uma queda.

Por isso, geralmente não existe uma única causa. Os fatores relacionados à própria pessoa podem se somar às condições do ambiente. Uma alteração no equilíbrio, por exemplo, torna-se ainda mais perigosa quando há um tapete solto, pouca iluminação ou um piso escorregadio no caminho. A literatura sobre prevenção de quedas destaca justamente a importância de analisar conjuntamente condições de saúde, mobilidade, medicamentos e características da residência.

O perigo pode estar dentro de casa

A residência é justamente um dos locais que mais merece atenção. Muitos riscos fazem parte da rotina e, por serem vistos todos os dias, acabam passando despercebidos.

Tapetes soltos, fios atravessando áreas de circulação, objetos no chão, móveis mal posicionados, pisos escorregadios, degraus pouco visíveis e iluminação insuficiente podem favorecer tropeços e quedas. Uma medida simples é observar os caminhos percorridos com maior frequência pela pessoa idosa, especialmente o trajeto entre o quarto e o banheiro durante a noite.

A casa não precisa perder o conforto ou parecer um ambiente hospitalar. O objetivo é fazer adaptações que permitam uma circulação mais segura e, ao mesmo tempo, preservem a independência de quem mora nela.

Atenção especial ao banheiro

O banheiro exige cuidado redobrado porque reúne fatores como água, piso molhado e necessidade frequente de sentar, levantar e mudar de posição.

Manter o piso seco sempre que possível, utilizar material antiderrapante adequado, instalar barras de apoio quando necessárias e garantir boa iluminação são medidas importantes. Dependendo das condições de mobilidade da pessoa, também pode ser necessário avaliar a utilização de banco apropriado para o banho ou outras adaptações.

Um detalhe igualmente importante é deixar toalhas, produtos de higiene e objetos utilizados com frequência em locais de fácil alcance, evitando que a pessoa tenha que subir em bancos, esticar-se excessivamente ou realizar movimentos arriscados.

Iluminação também é prevenção

Uma casa mal iluminada aumenta a dificuldade de identificar obstáculos, mudanças no piso e degraus. Por isso, corredores, escadas, quarto e banheiro devem receber atenção especial.

Durante a noite, o caminho entre a cama e o banheiro precisa estar suficientemente iluminado. Interruptores acessíveis, abajures próximos à cama ou iluminação noturna podem fazer diferença, principalmente para pessoas que apresentam redução da visão ou da mobilidade.

Calçados, roupas e hábitos também fazem diferença

A prevenção não depende apenas de mudanças na residência. Calçados muito largos, escorregadios ou sem firmeza podem prejudicar a estabilidade. A recomendação é dar preferência a calçados confortáveis, bem ajustados aos pés e com solado antiderrapante. Roupas excessivamente compridas também podem favorecer tropeços.

Manter o corpo ativo também é importante. Atividades adequadas às condições individuais podem contribuir para preservar força, mobilidade e equilíbrio. A OMS inclui treinamento de marcha e equilíbrio e intervenções individualizadas entre as estratégias recomendadas para prevenção de quedas em pessoas idosas.

Medicamentos merecem atenção

Alguns medicamentos podem provocar efeitos como tontura, sonolência, redução do estado de alerta ou alterações de pressão, aumentando o risco de quedas em determinadas pessoas.

Isso não significa que o medicamento deva ser interrompido por conta própria. Se surgirem tontura, fraqueza, confusão, instabilidade ao levantar-se ou quedas depois do início ou da alteração de um tratamento, é importante comunicar a situação ao profissional de saúde responsável. A revisão dos medicamentos utilizados faz parte da avaliação dos fatores de risco para quedas.

Já caiu? Não trate o episódio como algo sem importância

Uma queda anterior merece atenção mesmo quando aparentemente não houve ferimento grave. Além da possibilidade de existir algum fator de risco ainda não identificado, muitas pessoas desenvolvem medo de cair novamente.

Esse medo pode fazer com que a pessoa caminhe menos, evite sair de casa ou deixe de participar de atividades que antes faziam parte de sua rotina. A redução do movimento, por sua vez, pode contribuir para perda de força e mobilidade, aumentando a dependência e prejudicando a autonomia. Os materiais analisados destacam que as consequências das quedas podem ultrapassar as lesões físicas e atingir também a confiança e a participação social da pessoa idosa.
Por isso, quedas recorrentes, tropeços frequentes, dificuldade para levantar-se, insegurança ao caminhar, tonturas ou alterações recentes na mobilidade devem ser comunicados aos profissionais de saúde.

Prevenir é preservar a autonomia

Prevenir quedas não significa impedir que a pessoa idosa caminhe, realize suas atividades ou tenha independência. É justamente o contrário: o objetivo da prevenção é criar condições para que ela continue se movimentando e realizando suas atividades com mais segurança.

Pequenas mudanças podem fazer grande diferença: melhorar a iluminação, retirar obstáculos, observar os tapetes, adaptar o banheiro, escolher calçados adequados, cuidar da visão, manter-se fisicamente ativo e acompanhar as condições de saúde.

A prevenção de quedas faz parte do cuidado com um envelhecimento saudável. Segurança e autonomia devem caminhar juntas para que a pessoa idosa possa manter sua independência, sua participação na vida familiar e social e sua qualidade de vida pelo maior tempo possível.

Fontes principais

1. Ministério da Saúde – Saúde da Pessoa Idosa / Prevenção de Quedas
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

2. Ministério da Saúde – Prevenção de quedas em pessoas idosas: cartilha educativa
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/prevencao_quedas_pessoas_idosas.1edreimp.pdf

3. Organização Mundial da Saúde – Falls
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls

4. Revista Tópicos – Prevenção de quedas em idosos: proposta de um guia prático educativo domiciliar
https://revistatopicos.com.br/artigos/prevencao-de-quedas-em-idosos-proposta-de-um-guia-pratico-educativo-domiciliar

5. Sesc São Paulo – Evite quedas: seis ajustes que podem ser feitos em casa
https://www.sescsp.org.br/editorial/evite-quedas-seis-ajustes-que-podem-ser-feitos-no-ambiente-domestico/

IPSEMC participa do VII Congresso Estadual de Previdência da ASPREVPB

Como parte das ações previstas no Programa de Capacitação Anual do IPSEMC, servidores e conselheiros do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo – IPSEMC participaram do VII Congresso Estadual de Previdência da ASPREVPB, realizado nos dias 12, 13 e 14 de agosto, no Teatro do SESC, em João Pessoa.

A participação no Congresso integrou a programação de capacitação planejada pelo Instituto para o exercício de 2026, contribuindo para a atualização dos conhecimentos e para o aperfeiçoamento contínuo dos agentes que atuam nas diferentes áreas da gestão do Regime Próprio de Previdência Social – RPPS de Cabedelo.

Durante os três dias de programação, servidores e conselheiros tiveram acesso a palestras, painéis e debates conduzidos por especialistas, representantes do Ministério da Previdência Social – MPS, Tribunais de Contas, instituições financeiras e profissionais com atuação direta nos Regimes Próprios de Previdência Social.

Com o tema central “Governança, Regularidade e Excelência na Gestão dos RPPS e dos Entes: fortalecendo a previdência pública para o futuro”, o Congresso proporcionou uma ampla abordagem sobre assuntos diretamente relacionados às responsabilidades e aos desafios da administração previdenciária.

No primeiro dia, a programação contemplou palestras magnas com representantes do Ministério da Previdência Social e do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE/PB, além de debates relacionados aos investimentos dos RPPS, cumprimento da meta atuarial, segurança e rentabilidade, diversificação das carteiras e responsabilidade fiduciária na gestão dos recursos previdenciários.

No segundo dia, a capacitação avançou por temas como Certificação e Pró-Gestão RPPS, controle externo, utilização da Inteligência Artificial nas atividades institucionais, responsabilidade dos Comitês de Investimentos e Conselhos, análise de riscos, compliance, transparência, sustentabilidade e equilíbrio atuarial.

A programação também contou com a participação do Diretor de Gestão Atuarial do IPSEMC, Thiago Silveira, como palestrante do tema “Sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência”. A apresentação abordou questões relacionadas ao equilíbrio atuarial diante das mudanças demográficas e institucionais, estratégias para redução do déficit atuarial, responsabilidade do ente federativo no custeio previdenciário e desafios relacionados aos planos de equacionamento.

Ainda no segundo dia, os participantes acompanharam discussões sobre Atendimento e Pró-Regularidade e sobre a influência das finanças comportamentais no processo de tomada de decisão dos investimentos dos RPPS.

No terceiro e último dia, a programação trouxe novos conhecimentos sobre o Pró-Gestão como eixo da governança dos investimentos, a Resolução CMN nº 5.272/2025, a concessão de benefícios previdenciários sob a perspectiva do controle externo e o Pró-Regularidade como novo paradigma da regularidade previdenciária dos RPPS.
O encerramento contou ainda com a Premiação Pró-Gestão RPPS, reconhecendo a Paraíba Previdência – PBPREV e o RPPS de Caaporã-PB, além de atividades de integração entre os participantes.

A participação no VII Congresso Estadual de Previdência da ASPREVPB representa mais uma ação de Educação Previdenciária e capacitação continuada desenvolvida pelo IPSEMC. Ao prever e promover a participação de servidores e conselheiros em atividades dessa natureza, o Instituto busca ampliar conhecimentos, acompanhar as mudanças normativas e técnicas e contribuir para o aperfeiçoamento das práticas adotadas na gestão previdenciária.

A capacitação permanente também favorece o intercâmbio de experiências com outros Regimes Próprios, órgãos de controle e instituições que integram o sistema previdenciário, permitindo que os conhecimentos adquiridos em eventos técnicos sejam incorporados ao cotidiano institucional e compartilhados entre os diferentes agentes envolvidos na gestão do RPPS.

Dessa forma, o Programa de Capacitação Anual do IPSEMC reafirma a importância da formação continuada como instrumento de fortalecimento da governança, da transparência, da responsabilidade e da sustentabilidade previdenciária.

O IPSEMC parabeniza a ASPREVPB pela promoção e organização do VII Congresso Estadual de Previdência, pela qualidade da programação e pela iniciativa de proporcionar um ambiente de aprendizado, integração e compartilhamento de experiências entre profissionais e instituições comprometidos com o fortalecimento dos Regimes Próprios de Previdência Social.

Educação Previdenciária também se faz com conhecimento, atualização e capacitação permanente.

IPSEMC promove atividade especial em homenagem ao Dia dos Avós

Na terça-feira, 28 de julho, a professora Andréia Pereira realizou, no pátio externo do IPSEMC, uma atividade especial em homenagem ao Dia dos Avós, celebrado oficialmente em 26 de julho.

A programação foi desenvolvida com os participantes das aulas de Educação Física coordenadas pela professora, em conjunto com os demais inscritos nas atividades. Além dos exercícios físicos realizados habitualmente, o encontro contou com mensagens de motivação, dinâmicas, brincadeiras e momentos de integração e descontração.

Como a maioria das participantes pertence à terceira idade e muitas delas são avós, a comemoração proporcionou um momento de reconhecimento, carinho e valorização das histórias, experiências e contribuições dessas mulheres para suas famílias e para a sociedade.

A atividade teve como objetivo fortalecer os vínculos entre os participantes, estimular a convivência social e proporcionar bem-estar físico e emocional, associando a prática de exercícios a momentos de alegria, acolhimento e celebração.

A iniciativa reforça a importância das atividades coletivas para a promoção do envelhecimento ativo e saudável, contribuindo para a autoestima, a socialização, a autonomia e a melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas.

Mesmo tendo ocorrido após a data oficial, em razão de o Dia dos Avós ter sido celebrado durante o fim de semana, a homenagem foi marcada por entusiasmo, participação e demonstrações de afeto.

Estatuto da Pessoa Idosa: direitos que todo cidadão deve conhecer

Conhecer os direitos da pessoa idosa é fundamental não apenas para quem já chegou aos 60 anos, mas também para familiares, cuidadores, servidores públicos, prestadores de serviços e toda a sociedade.

O Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, reúne garantias destinadas às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. A legislação estabelece que família, comunidade, sociedade e poder público devem assegurar, com absoluta prioridade, direitos como vida, saúde, alimentação, educação, cultura, trabalho, cidadania, liberdade, dignidade, respeito e convivência familiar e comunitária.

Mais do que conceder atendimento preferencial, o Estatuto reconhece a pessoa idosa como cidadã, com autonomia, voz, necessidades e direitos que devem ser respeitados.

A cartilha utilizada como referência também destaca que envelhecer não significa necessariamente possuir limitações ou doenças. A pessoa idosa pode manter uma vida ativa, produtiva e independente, devendo ser protegida de qualquer discriminação motivada pela idade.

Atendimento prioritário

A pessoa idosa tem direito a atendimento preferencial, imediato e individualizado em órgãos públicos e em estabelecimentos privados que prestem serviços à população.

Essa prioridade pode ser aplicada, por exemplo, em:

• bancos, lotéricas e supermercados;
• unidades de saúde e assistência social;
• repartições públicas;
• processos administrativos e judiciais;
• recebimento da restituição do Imposto de Renda.

O atendimento prioritário não deve significar apenas a existência de uma fila ou de um caixa específico. O serviço precisa oferecer condições adequadas, rapidez, acessibilidade, assentos e segurança.

Entre as próprias pessoas idosas, quem possui 80 anos ou mais tem prioridade especial, devendo ser atendido preferencialmente em relação às demais pessoas idosas.

Direito à saúde

O Estatuto assegura atenção integral à saúde da pessoa idosa por meio do Sistema Único de Saúde — SUS, com acesso universal e igualitário às ações de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde.

Entre as garantias previstas estão:

• atendimento prioritário nos serviços de saúde;
• atenção especial às doenças mais frequentes durante o envelhecimento;
• fornecimento gratuito, pelo poder público, de medicamentos, especialmente os de uso contínuo, além de próteses, órteses e outros recursos relacionados ao tratamento ou à reabilitação;
• direito a acompanhante em caso de internação ou permanência em observação;
• possibilidade de atendimento domiciliar nas situações previstas em lei;
• participação da pessoa idosa nas decisões sobre o próprio tratamento, quando estiver em condições de manifestar livremente sua vontade.

Pessoas com mais de 80 anos possuem preferência especial nos atendimentos de saúde, exceto em situações de emergência, nas quais deve prevalecer a gravidade do quadro clínico.

A cartilha encaminhada também apresenta o direito à saúde como uma responsabilidade do Estado e destaca o atendimento prioritário, o acesso pelo SUS, o acompanhamento durante a internação e o fornecimento de medicamentos e tratamentos.

Transporte e mobilidade

A mobilidade é indispensável para a autonomia, a convivência social e o acesso da pessoa idosa a serviços essenciais.

No transporte coletivo público urbano e semiurbano, a gratuidade é assegurada às pessoas com 65 anos ou mais, mediante apresentação de documento que comprove a idade. A legislação local pode estabelecer condições mais favoráveis ou conceder o benefício a partir dos 60 anos.

Também são garantidos:

• reserva de assentos identificados nos transportes coletivos;
• prioridade e segurança no embarque e desembarque;
• reserva de 5% das vagas em estacionamentos públicos e privados;
• duas vagas gratuitas por veículo no transporte interestadual para pessoas idosas com renda igual ou inferior a dois salários mínimos;
• desconto mínimo de 50% quando as vagas gratuitas interestaduais já estiverem ocupadas, observados os requisitos legais.

A gratuidade urbana, portanto, não deve ser confundida com a regra das viagens interestaduais, que possui critérios próprios de idade e renda.

Liberdade, autonomia e participação social

A pessoa idosa mantém o direito de decidir sobre a própria vida. Isso inclui, entre outros aspectos:

• ir e vir;
• expressar suas opiniões;
• exercer sua crença religiosa;
• participar da vida familiar, comunitária e política;
• praticar esportes e atividades de lazer;
• administrar seus bens, rendimentos, aposentadoria e demais recursos;
• escolher seus relacionamentos, passeios e atividades.

A família não pode retirar arbitrariamente a autonomia da pessoa idosa. Restrições sobre decisões pessoais ou patrimoniais somente podem ocorrer nas situações legalmente reconhecidas, como nos casos de curatela estabelecida judicialmente e dentro dos limites fixados pela decisão.

O material de referência ressalta que a pessoa idosa tem direito à liberdade, à expressão, às suas crenças e à administração de seus rendimentos, salvo quando houver determinação judicial aplicável.

Respeito e dignidade

Envelhecer não diminui o valor, a capacidade ou a condição de cidadania de uma pessoa.

É dever de todos proteger a integridade física, psicológica e moral da pessoa idosa, preservando sua imagem, identidade, autonomia, valores, opiniões, crenças, espaços e objetos pessoais.

Ninguém pode submeter uma pessoa idosa a tratamento desumano, violento, humilhante, aterrorizante, constrangedor ou discriminatório.

Como resume a cartilha, é responsabilidade de todos zelar pela dignidade da pessoa idosa e protegê-la de qualquer tratamento violento, vexatório ou constrangedor.

Proteção contra violência, abandono e exploração financeira

A violência contra a pessoa idosa pode ocorrer dentro ou fora do ambiente familiar e nem sempre deixa marcas visíveis.

Entre as formas de violência estão:

• agressão física;
• violência psicológica ou verbal;
• negligência nos cuidados;
• abandono;
• abuso sexual;
• retenção de documentos;
• apropriação da aposentadoria, pensão ou outros rendimentos;
• contratação de empréstimos sem autorização;
• pressão para entrega de dinheiro, cartões, senhas, bens ou propriedades.

Apropriar-se ou desviar bens, pensões, aposentadorias ou qualquer rendimento da pessoa idosa pode configurar crime.

Familiares, vizinhos, profissionais e demais cidadãos devem estar atentos. Proteger a pessoa idosa é uma responsabilidade coletiva, e não apenas uma obrigação de seus parentes.

Como denunciar

Qualquer pessoa pode denunciar uma violação de direitos da qual seja vítima ou tenha conhecimento.

As denúncias podem ser feitas gratuitamente pelo Disque 100, a partir de qualquer telefone fixo ou celular. É importante informar, sempre que possível, o local, o que aconteceu, quem é a vítima, quem seria o responsável e se existe risco imediato.

Em situações de emergência ou de violência em andamento, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190. Também é possível procurar:

• uma delegacia;
• o Ministério Público;
• a Defensoria Pública;
• os serviços de assistência social;
• os conselhos de direitos da pessoa idosa.

Conhecer os direitos também é uma forma de proteção

O Estatuto da Pessoa Idosa não trata a pessoa com 60 anos ou mais como alguém incapaz. Ao contrário, reconhece sua autonomia e determina que o envelhecimento aconteça com dignidade, segurança, liberdade e participação social.

Respeitar esses direitos é uma obrigação legal e um compromisso de cidadania. Afinal, construir uma sociedade que protege e valoriza as pessoas idosas é também cuidar do futuro de todos.

APRs: transparência e acompanhamento dos recursos previdenciários

APR é a sigla utilizada para Autorização de Aplicação e Resgate. Trata-se do documento que formaliza as movimentações realizadas com os recursos financeiros e previdenciários administrados por um Regime Próprio de Previdência Social — RPPS.

Por meio da APR, ficam registradas operações como:

  • aplicação de recursos em fundos de investimento;
  • resgate de valores;
  • reaplicação de recursos;
  • movimentação de recursos destinados ao pagamento de benefícios;
  • movimentação da Taxa de Administração;
  • recebimento e aplicação de contribuições previdenciárias;
  • aplicação de aportes e parcelamentos;
  • movimentações relacionadas à compensação previdenciária — COMPREV.

Cada APR apresenta informações que ajudam a identificar quando a movimentação ocorreu, qual foi a operação realizada, de onde vieram os recursos, para onde foram destinados e qual foi a justificativa para a decisão.

A APR, portanto, não é apenas um formulário bancário. Ela constitui um instrumento de registro, controle, governança e transparência na gestão dos recursos previdenciários.

Por que as APRs são importantes?

Os recursos administrados pelo IPSEMC são destinados à manutenção do Regime Próprio de Previdência Social do Município de Cabedelo. Esses valores contribuem para o pagamento de aposentadorias e pensões, para o funcionamento administrativo do Instituto e para a sustentabilidade financeira e atuarial do regime.

Por essa razão, cada movimentação precisa ser devidamente identificada, justificada e autorizada.

O Ministério da Previdência Social orienta que as operações de aplicação e resgate dos RPPS sejam realizadas de acordo com a Política de Investimentos, com critérios relacionados à segurança, à proteção dos recursos, à liquidez, à solvência e ao controle dos riscos. As operações também devem ser formalizadas por meio das APRs e registradas nos demonstrativos de investimentos do regime.

A publicação desses documentos permite que segurados, aposentados, pensionistas, conselheiros, servidores, órgãos de controle e a sociedade acompanhem como os recursos estão sendo movimentados.

O que as APRs do IPSEMC demonstram?

As APRs do IPSEMC mostram que os recursos previdenciários possuem origens e finalidades diferentes. Por isso, eles não são movimentados de uma única maneira nem ficam necessariamente concentrados em uma única conta ou investimento.

Nas APRs de janeiro a maio de 2026, por exemplo, aparecem operações relacionadas ao recebimento e à aplicação das contribuições previdenciárias repassadas pela Prefeitura, pelo Fundo Municipal de Saúde, pela Câmara Municipal e pelo próprio IPSEMC. Também estão registradas movimentações destinadas ao pagamento das folhas de aposentados e pensionistas.

Outras APRs registram a movimentação da Taxa de Administração, que custeia as despesas necessárias ao funcionamento do Instituto, como folha administrativa, serviços contratados, taxas bancárias e outras atividades institucionais.

Também podem ser acompanhados os aportes suplementares realizados para contribuir com o equilíbrio atuarial e com a amortização do déficit do regime.

As APRs ainda demonstram o recebimento de valores da compensação previdenciária, conhecida como COMPREV. Esses recursos decorrem da compensação financeira entre diferentes regimes de previdência quando um servidor contribuiu para mais de um regime ao longo de sua vida profissional.

O que podemos acompanhar em termos financeiros?

A consulta às APRs permite observar diferentes aspectos da movimentação financeira do IPSEMC.

É possível acompanhar a entrada das contribuições previdenciárias, a destinação dos recursos para o pagamento de aposentadorias e pensões, as movimentações da Taxa de Administração, os aportes destinados ao equilíbrio atuarial e os valores provenientes de parcelamentos e da compensação previdenciária.

As APRs também ajudam a identificar quando um recurso foi aplicado, resgatado ou reaplicado. Com isso, o cidadão pode compreender melhor o caminho percorrido pelo dinheiro desde o seu recebimento até a sua utilização ou aplicação financeira.

Em maio de 2026, por exemplo, foram registradas aplicações de recursos provenientes de contribuições, parcelamentos, COMPREV e aportes suplementares, além de resgates destinados ao pagamento da folha de aposentados e pensionistas e das despesas administrativas.

O que podemos acompanhar sobre os investimentos?

Na área de investimentos, as APRs permitem verificar:

  • em qual instituição financeira ocorreu a movimentação;
  • qual fundo de investimento recebeu ou devolveu os recursos;
  • se a operação foi uma aplicação, um resgate ou uma reaplicação;
  • qual foi a finalidade do investimento;
  • quais recursos foram movimentados;
  • quais razões fundamentaram a decisão;
  • como a operação se relaciona com a estratégia da carteira.

Algumas APRs apresentam decisões relacionadas às condições do mercado financeiro. Em maio de 2026, por exemplo, houve registro de reaplicação de recursos considerando o nível da taxa Selic e a busca por fundos voltados à proteção contra oscilações do mercado e ao alongamento da carteira de investimentos.

Também houve situação em que uma aplicação inicialmente planejada precisou ser cancelada porque o fundo escolhido estava fechado para novas aplicações. Os recursos foram, então, direcionados para outra alternativa de curto prazo. Esse tipo de registro demonstra que as decisões podem ser ajustadas diante das condições operacionais e das oportunidades disponíveis no mercado.

O que as APRs ajudam a acompanhar na gestão?

Além das movimentações financeiras, as APRs oferecem informações importantes sobre a gestão previdenciária.

Elas ajudam a verificar se os recursos estão sendo separados de acordo com suas finalidades, se as decisões estão sendo documentadas, se existe planejamento para o pagamento das obrigações e se as movimentações seguem a Política de Investimentos.

As APRs também fortalecem:

  • a prestação de contas;
  • o controle interno;
  • a fiscalização dos conselhos previdenciários;
  • o acompanhamento pelo Comitê de Investimentos;
  • a atuação dos órgãos de controle;
  • a transparência perante os segurados e a sociedade;
  • a responsabilização pelas decisões tomadas.

O portal do IPSEMC classifica as APRs como documentos de transparência financeira, juntamente com os demonstrativos e a Política de Investimentos.

As APRs mostram toda a situação financeira do IPSEMC?

As APRs são documentos importantes, mas não devem ser analisadas isoladamente.

Elas mostram as operações realizadas, porém não substituem documentos como:

  • Política de Investimentos;
  • Demonstrativo das Aplicações e Investimentos dos Recursos — DAIR;
  • relatórios de acompanhamento dos investimentos;
  • relatórios de rentabilidade;
  • relatórios de gestão;
  • avaliação atuarial;
  • demonstrativos contábeis e financeiros;
  • atas do Comitê de Investimentos e dos conselhos previdenciários.

Para uma visão mais completa, o cidadão deve relacionar as informações das APRs com esses outros documentos.

Uma aplicação registrada em APR, por exemplo, mostra onde e por que determinado recurso foi movimentado. Para saber como esse investimento se comportou ao longo do tempo, entretanto, é necessário consultar também os relatórios de rentabilidade e de acompanhamento da carteira.

Como consultar as APRs no portal do IPSEMC?

O acompanhamento pode ser feito diretamente pelo portal institucional.

    • Acesse o endereço www.ipsemc.pb.gov.br/aprs.aspx.
    • Na página de APRs, localize o campo de seleção.
    • Escolha o ano ou exercício que deseja consultar.
    • Verifique a relação de documentos disponíveis.
    • Abra a APR correspondente ao período ou à operação desejada.
    • Leia principalmente a data, o tipo da operação, o histórico, a origem dos recursos, a instituição financeira, o fundo e a justificativa apresentada.

A consulta pode ser realizada por qualquer cidadão e não exige conhecimentos avançados sobre o mercado financeiro. Quando aparecer algum termo técnico, ele pode ser comparado com as informações da Política de Investimentos, dos relatórios financeiros e dos demais documentos disponíveis no portal.

Educação previdenciária também é acompanhar

A educação previdenciária não trata apenas das regras para concessão de aposentadorias e pensões. Ela também envolve compreender como o regime é administrado, de onde vêm seus recursos, como eles são movimentados e quais medidas são adotadas para proteger sua sustentabilidade.

Ao consultar as APRs, o segurado deixa de acompanhar apenas o resultado final e passa a conhecer parte do processo de gestão dos recursos previdenciários.

Esse acompanhamento fortalece a transparência, amplia o controle social e contribui para uma relação de maior confiança entre o IPSEMC, seus segurados e a sociedade.

Conhecer as APRs é conhecer melhor como o patrimônio previdenciário é administrado. É também compreender que cada movimentação precisa estar relacionada ao pagamento das obrigações, à segurança dos recursos e à sustentabilidade do regime ao longo do tempo.

IPSEMC realiza XIII Seminário Municipal de Previdência e Prestação de Contas 2025

O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo — IPS

17EMC realizou, no dia 17 de julho de 2026, o XIII Seminário Municipal de Previdência, reunindo servidores públicos municipais, segurados, conselheiros, gestores e demais participantes em um importante momento de capacitação, integração e fortalecimento da cultura previdenciária.

Educação e atualização previdenciária

O evento integra as ações de educação previdenciária desenvolvidas pelo Instituto e atende às diretrizes do Pró-Gestão RPPS, programa que incentiva a adoção de boas práticas de governança, transparência, controle e qualificação da gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social.

Durante o seminário, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor os serviços prestados pelo IPSEMC, atualizar conhecimentos, esclarecer questionamentos e obter respostas para dúvidas relacionadas aos direitos e benefícios previdenciários dos servidores públicos efetivos.

Gestão, investimentos e sustentabilidade

  • benefícios previdenciários dos servidores efetivos;
  • governança e boas práticas de gestão;
  • sustentabilidade financeira e atuarial;
  • investimentos dos recursos previdenciários;
  • controle interno e transparência;
  • questões jurídicas e atuariais;
  • responsabilidades dos gestores, conselheiros, servidores e segurados.

Transparência e participação

Mais do que uma atividade de capacitação, o Seminário Municipal de Previdência representa uma oportunidade de aproximação entre o Instituto e seus segurados. O encontro permite que todos compreendam melhor como o IPSEMC está sendo administrado, quais medidas são adotadas para preservar o equilíbrio do regime e de que maneira os recursos previdenciários são acompanhados e investidos.

O evento também reforçou a importância da responsabilidade compartilhada e do alinhamento institucional. Gestores, servidores, conselheiros e segurados fazem parte de um mesmo sistema e possuem um objetivo comum: contribuir para a segurança, a sustentabilidade e o fortalecimento da previdência municipal.

Compromisso com a melhoria contínua

A realização do XIII Seminário Municipal de Previdência reafirma o compromisso do IPSEMC com a excelência administrativa, a educação previdenciária, a transparência, a qualificação contínua de seus agentes e o permanente aperfeiçoamento da governança.

Essas iniciativas contribuem para uma gestão cada vez mais eficiente, responsável e alinhada às normas vigentes, protegendo os direitos previdenciários dos servidores públicos municipais e fortalecendo a confiança dos segurados no Instituto.

Agradecimentos

O IPSEMC agradece a todos os servidores, segurados, conselheiros, palestrantes e demais participantes que prestigiaram o evento e contribuíram para o sucesso de mais uma edição do Seminário Municipal de Previdência.

O Instituto também agradece aos secretários municipais e dirigentes que colaboraram com a liberação e participação dos servidores, reconhecendo a importância da qualificação profissional e da disseminação do conhecimento previdenciário.

A participação de todos fortalece o diálogo, amplia a transparência e consolida o Seminário Municipal de Previdência como um dos mais importantes espaços de capacitação, integração e desenvolvimento da previdência municipal.