O que muda na rotina quando a pessoa se aposenta?

A aposentadoria é uma fase de transição que pode trazer liberdade e mais tempo para cuidar de si, mas também exige adaptação. Após anos de rotina de trabalho, é comum que a pessoa enfrente mudanças emocionais, sociais e práticas no dia a dia — desde a forma como se enxerga e se organiza, até a maneira como mantém vínculos, cuida da saúde e planeja sua estabilidade financeira. Por isso, compreender essas transformações ajuda a viver essa nova etapa com mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

A seguir, apresentamos de forma resumida os aspectos mais cruciais desse período, considerando que o tempo de aposentadoria tende a ser mais leve e proveitoso quando algumas questões são planejadas com antecedência — especialmente no que se refere à saúde e à organização financeira.

1) Identidade e propósito: “quem eu sou agora?”

Durante anos, o trabalho vira uma parte importante da identidade da pessoa. Não é só “ter emprego”: é ter função, utilidade, reconhecimento, pertencimento e rotina.
Por isso, quando a aposentadoria chega, é comum surgir uma sensação de vazio, como se algo tivesse sido desligado de repente.
O ponto-chave aqui é: aposentadoria não é fim de vida ativa — é uma mudança de papel.
E, para atravessar bem esse período, é importante reconstruir propósito, mesmo que seja em coisas simples: novos projetos, pequenas responsabilidades, hobbies, participação social ou atividades voluntárias.

2) Autoestima e sensação de valor: “ainda sou importante?”

Muita gente sente que “vale menos” quando para de trabalhar, como se produtividade fosse sinônimo de dignidade. Isso pode gerar:
• sensação de inutilidade, desânimo, irritação, tristeza escondida, necessidade de se provar o tempo todo.
O essencial é entender: você não deixa de ser alguém relevante porque parou de trabalhar.
O que muda é o ritmo — e o valor da sua vida continua existindo, com ou sem crachá.

3) Vida social: quando o silêncio começa a aparecer

O trabalho, mesmo cansativo, cria convivência: conversa rápida, rotina com colegas, compromissos, mensagens e encontros.
Depois da aposentadoria, essa estrutura social pode diminuir — e algumas pessoas sentem solidão sem perceber logo de início.
Aqui entra um ponto muito importante: isolamento não é descanso
Descansar é bom. Isolar-se por muito tempo, não.
Por isso, manter algum nível de convivência é essencial, seja com:
• amigos e família
• grupos presenciais ou virtuais
• atividades em comunidade
• cursos, rodas de conversa, leitura ou encontros
O que mais faz diferença não é só “estar perto de pessoas”, mas ter contato social que gere conversa e vínculo real.

4) Dinheiro e insegurança: quando a mente vira uma calculadora

Outra mudança importante acontece na renda e na sensação de segurança. Mesmo quando a aposentadoria está organizada, é comum aparecer:
• preocupação com despesas futuras
• medo de imprevistos
• ansiedade com contas e remédios
• insegurança sobre “até quando vai dar”
O essencial aqui é: ter clareza e organização traz paz emocional.
A pessoa não precisa “virar especialista” em finanças, mas precisa, no mínimo:
• conhecer os próprios gastos fixos
• evitar dívidas
• planejar compras maiores
• manter reserva para emergências, quando possível
• buscar orientação sempre que necessário

5) Rotina: o tempo livre também pode desorientar

Um dos maiores choques da aposentadoria é o tempo livre. Parece bom, mas na prática pode virar uma bagunça: dias iguais, sono irregular, mais tela, menos movimento, mais preguiça, menos energia.
O essencial é criar uma nova estrutura, sem rigidez e sem cobranças, mas com algum “esqueleto” no dia, como:
• acordar em horário parecido
• ter um compromisso leve (ex.: caminhada, curso, consulta, tarefa doméstica)
• ter um momento de lazer com qualidade
• separar tempo para saúde
• fazer algo que dê sensação de “vida andando”

O que ajuda o recém-aposentado a viver bem

1) Ocupe a mente com coisas que façam sentido
Ociosidade por muito tempo pode virar desânimo. O ideal não é “encher agenda”, e sim manter a mente ativa com algo que gere prazer e significado.

2) Mantenha o corpo em movimento
Atividade física não é estética: é autonomia.
Caminhada, dança, hidroginástica, pilates, natação ou alongamento já fazem diferença real.

3) Aprenda algo novo
Aprender renova a mente. Pode ser algo simples:
• informática e celular
• música
• artesanato
• leitura orientada
• cursos online
• culinária

4) Cuide da saúde e dos exames
Aposentadoria é um período que pede prevenção, acompanhamento e atenção ao corpo — sem deixar “pra depois”.

5) Proteja sua estabilidade financeira
Evitar imprevistos dá tranquilidade. Pequenos ajustes já ajudam: planejamento, controle de gastos e escolhas conscientes.

6) Descanse sem culpa
O descanso é parte da saúde. Mas o ideal é descansar com qualidade, não descansar “largado”.

A aposentadoria muda a vida — e muda mesmo. Não é apenas parar de trabalhar: é entrar numa nova fase que exige adaptação emocional, social e prática.
Com cuidado, movimento, vínculo e planejamento, esse período pode ser um dos mais leves e significativos da vida: um tempo de mais presença, mais autonomia e mais equilíbrio.

IPSEMC participa do 13º Congresso Brasileiro de Conselheiros de RPPS

O Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Cabedelo (IPSEMC) participou do 13º Congresso Brasileiro de Conselheiros de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), realizado no período de 10 a 12 de dezembro de 2025, no Recife Expo Center, localizado no Cais Santa Rita, nº 156, bairro de São José, em Recife/PE.

A participação do IPSEMC contou com a presença de conselheiros, gestor e servidores de diferentes áreas, reforçando o compromisso institucional com a qualificação contínua, o fortalecimento da governança e a melhoria dos processos de gestão previdenciária.

O congresso teve como principal objetivo capacitar os conselheiros para o exercício de suas atribuições, de forma colegiada, como agentes promotores do desenvolvimento, da transparência e da boa governança dos RPPS. A programação foi estruturada para destacar o papel e as responsabilidades dos Conselhos, bem como sua relação direta com a gestão, proporcionando vivência e aprofundamento em temas essenciais que envolvem decisão, controle e monitoramento.

Durante os três dias de evento, foram abordados assuntos estratégicos como governança e sustentabilidade dos RPPS, aspectos atuariais, investimentos, benefícios previdenciários, certificação profissional, regularidade previdenciária, relatórios de governança e programas de regularização, entre outros temas relevantes para a atuação dos conselheiros e servidores do sistema previdenciário.

A participação do IPSEMC atendeu aos critérios de qualificação exigidos para conselheiros e servidores, contribuindo de forma significativa para a aquisição, atualização e aprimoramento dos conhecimentos previdenciários, refletindo diretamente na qualidade das decisões, no fortalecimento institucional e na segurança da gestão do Regime Próprio de Previdência Social do município.

Com esta participação o IPSEMC reafirma seu compromisso com a responsabilidade, a transparência e a sustentabilidade previdenciária, em benefício dos servidores municipais ativos, aposentados e pensionistas.

Ipsemc realiza Seminários de Previdência Municipal

O Ipsemc promoveu, nos dias 22e 24 de outubro, no auditório do instituto, o 11º e 12º Seminário Municipal de Previdência, eventos de caráter institucional voltados à educação previdenciária, à sustentabilidade dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e ao fortalecimento das boas práticas de gestão. O público-alvo foi composto por aposentados e servidores públicos municipais.

O evento foi conduzido por meio de palestras e painéis técnicos, apresentados pela Presidência do Ipsemc, Assessoria Jurídica e Diretoria Atuarial, que abordaram temas estratégicos para a gestão previdenciária, como governança e transparência, planejamento atuarial, educação previdenciária, sustentabilidade financeira, papel dos conselhos e prevenção de fraudes e golpes que impactam a gestão do RPPS e a vida dos segurados.

Com foco na capacitação e na integração dos participantes, o seminário teve como objetivo fortalecer a cultura previdenciária no serviço público municipal, incentivar o diálogo entre os diversos atores envolvidos e contribuir para o equilíbrio financeiro e atuarial do regime.

Durante o encontro, foi destacada a importância da educação previdenciária como instrumento permanente de conscientização e proteção dos segurados, além do compromisso institucional com a responsabilidade, a transparência e a boa governança.

Os seminários também proporcionaram a troca de experiências entre os participantes e reforçou o papel do Ipsemc na promoção de ações contínuas voltadas à segurança previdenciária dos servidores municipais, aposentados e pensionistas reafirmando o compromisso do Instituto com um RPPS sólido, sustentável e alinhado às boas práticas de gestão pública.

Respeito sempre: 03 de Julho – Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial

03 de Julho – Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial. Racismo é crime. Igualdade é dever.

Hoje, 3 de julho, o Brasil lembra uma data essencial na luta pelos direitos humanos: o Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, instituído pela Lei nº 1.390/1951, a primeira a reconhecer o racismo como crime em nosso país. De lá para cá, o ordenamento jurídico brasileiro tem avançado no enfrentamento ao preconceito — como a recente Lei nº 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

Estudos recentes confirmam o que muitos vivenciam cotidianamente: a raça é o principal fator de discriminação no Brasil. Pessoas negras, especialmente mulheres negras, seguem enfrentando desigualdades profundas em diversas áreas — inclusive no acesso ao mercado de trabalho, à saúde e à previdência.

E onde entra a Previdência nisso tudo?

A justiça social também passa pela proteção previdenciária. A desigualdade racial impacta diretamente na inserção no mercado formal de trabalho, no acesso a direitos trabalhistas e, consequentemente, no direito à aposentadoria e aos benefícios previdenciários. Populações negras e periféricas, muitas vezes submetidas ao trabalho informal e a condições precárias, enfrentam mais obstáculos para alcançar a proteção do Regime Próprio de Previdência Social.

Por isso, reafirmamos nosso compromisso com uma gestão inclusiva, justa e acolhedora — onde não haja espaço para o racismo, o preconceito ou qualquer forma de discriminação.

Não se cale. Denuncie atos de racismo:
• Disque 100 – Direitos Humanos
• Disque 190 – Polícia Militar
• Delegacias comuns e especializadas
• Plataformas digitais e Ministério Público Federal

Informar é transformar. Juntos, podemos sonhar e lutar para construir uma sociedade mais igualitária — no presente e para o futuro de todas as gerações.

Resultados da Pesquisa de Satisfação – 1º semestre de 2025

O Ipsemc divulga os resultados da pesquisa de satisfação com os usuários dos serviços previdenciários, referente ao primeiro semestre de 2025.

A pesquisa é contínua e aplicada presencialmente, por meio de formulários impressos disponíveis nos setores de atendimento ao público da autarquia (Recepção, Diretoria de Benefício e Assessoria Jurídica). O preenchimento é anônimo, com garantia de privacidade de dados e proteção legal, conforme determina a LGPD e demais legislações pertinentes.

Todos os dados coletados são organizados em planilhas e gráficos, a fim de facilitar a análise, discussão e definição de providências adequadas pelas áreas competentes.

O público-alvo da pesquisa inclui aposentados, pensionistas, servidores efetivos, representantes de empresas contratadas, conselheiros, participantes do Programa de Educação Previdenciária e demais usuários que buscam atendimento presencial no Instituto.

Também foi considerada a pesquisa de atendimento via WhatsApp, que alcançou, no período, 100% de satisfação entre os respondentes.

PRINCIPAIS RESULTADOS – 1º SEMESTRE DE 2025

Cordialidade: 85,9% dos participantes avaliaram o atendimento como “muito satisfatório” e 14,1% como “satisfatório”, ressaltando o acolhimento e a atenção dos servidores.

 

Agilidade: 87,5% relataram máxima satisfação, 10,9% demonstraram satisfação e 1,6% avaliaram como regular, indicando bons fluxos de agilidade nos processos e atividades desenvolvidas com o público.

 

Qualidade dos serviços: 89,1% dos usuários se disseram muito satisfeitos com a precisão e clareza das informações, 9,4% satisfeitos e 1,6% pouco satisfeitos.

 

 

Ambiente físico: 92,2% expressaram satisfação máxima com o espaço físico, e 7,8% indicaram satisfação, evidenciando os avanços após reformas realizadas. Nenhum participante registrou insatisfação nesse critério.

Análise de Comentários, Sugestões e Recomendações

Todos os comentários manuscritos foram analisados e organizados por categoria: elogios, sugestões, críticas, observações gerais etc. Dentre os destaques, foram recorrentes os elogios ao atendimento humanizado, a menção positiva a servidores específicos, e sugestões como: instalação de placas indicativas externas; implantação de sistema eletrônico de senhas, dentre outras.

As manifestações serão encaminhadas aos setores responsáveis para avaliação e eventual adoção de providências, respeitando os limites legais e a capacidade orçamentária do Instituto.

Agradecimentos

O IPSEMC agradece a cada usuário que contribuiu com sua avaliação. O diálogo transparente com os segurados é essencial para o aperfeiçoamento contínuo dos serviços prestados. Seguimos firmes no compromisso com a ética, o respeito e a excelência no atendimento ao servidor público.

Sobre a pesquisa de satisfação enquanto ferramenta de Educação Previdenciária

A aplicação da pesquisa de satisfação, além de avaliar tecnicamente os serviços, cumpre um papel pedagógico e formativo ao:

  • Estimular o uso consciente dos canais oficiais de comunicação, mostrando aos usuários que suas opiniões têm valor e são formalmente consideradas pela instituição;

  • Promover o exercício da cidadania ativa, incentivando o segurado a participar da gestão pública por meio da avaliação crítica e colaborativa dos serviços que utiliza;

  • Reforçar o direito à manifestação livre, protegida e respeitosa, com garantia de anonimato e privacidade conforme a LGPD;

  • Educar para o controle social, mostrando na prática como o diálogo entre usuário e gestão pode gerar melhorias reais, respeitando os limites legais e orçamentários;

  • Ensinar a diferença entre canais informais (como comentários de redes sociais) e canais oficiais, onde há registro, organização e resposta institucional adequada;

  • Desenvolver no público o senso de corresponsabilidade, fazendo com que os usuários não apenas usufruam, mas também contribuam com a qualificação dos serviços previdenciários.

Em resumo: responder à pesquisa é também uma forma de aprender sobre como funciona a gestão pública e participar de forma responsável dela. Isso é educação previdenciária na prática, ampliando a consciência do usuário sobre seu papel no processo.

IPSEMC é premiado no 58º Congresso da Abipem em Governança Previdenciária

O iPSEMC foi premiado com o 2º lugar no Prêmio Destaque Brasil de Responsabilidade Previdenciária – Categoria 2, durante o 58º Congresso Nacional da ABIPEM, realizado de 25 a 27 de junho de 2025, em Foz do Iguaçu/PR.

O evento reuniu autoridades, gestores e especialistas de todo o país em uma das maiores programações técnicas sobre Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), com foco em legislação, inovação, investimentos, governança e desafios contemporâneos da previdência pública.

A honraria reconhece os RPPS com maior excelência em gestão administrativa, financeira, atuarial e na concessão de benefícios, com base em critérios objetivos definidos por edital nacional.

“Essa conquista reflete o trabalho técnico, ético e comprometido de toda a equipe do IPSEMC. É a prova de que é possível fazer previdência com transparência e qualidade, valorizando os servidores de Cabedelo”, destacou a presidente do IPSEMC, Léa Praxedes.

A iniciativa da Abipem tem como objetivo estimular boas práticas de gestão em todo o país, promovendo o aprimoramento contínuo das instituições públicas previdenciárias.

Além das premiações, o 58º Congresso da ABIPEM também contou com atendimento técnico do Ministério da Previdência sobre temas como certificações, Pró-Gestão RPPS, DAIR, DIPR, GESCON e outras obrigações dos RPPS. A programação trouxe ainda cursos e palestras sobre investimentos, governança, auditoria, inteligência artificial, compliance, atuação dos conselhos, reforma previdenciária e desafios da gestão pública.

Logo abaixo, é possível conferir alguns registros do Congresso. O registro completo oficial do evento está no Flickr da Abipem.